sábado, 9 de abril de 2011

Mais de 80% dos homens não respeitam rotas traçadas pelo GPS

INTELOG - RS
Mulheres obedecem mais os caminhos dos sistemas de navegação. Números são de uma pesquisa feita por uma seguradora britânica
    Os homens são mais propensos a ignorar as direções informadas pelo GPS do que as mulheres, de acordo com uma pesquisa recente da seguradora britânica Swinton.
    Enquanto apenas 63% das mulheres desobedecem os comandos dos sistemas de navegação, 83% dos homens ignoram as rotas.
    Mesmo com a diferença a 'desobediência' é alta em ambos os sexos. O levantamento que teve como base 3 mil pessoas aponta que 79% dos motoristas não seguem as rotas do GPS.
    Do total de pessoas pesquisadas, cerca de 50% responderam que os caminhos informados pelo sistema já ocasionaram brigas entre passageiros e motoristas. Para cerca de 33%, o GPS costuma levar o motorista para caminhos mais longos e demorados.

Álcool é a sétima causa de acidentes

O LIBERAL - PA
Lei Seca, educação e testes de bafômetro não reduzem as ocorrências no Pará
    A mistura de bebidas alcoólicas com trânsito resultou em 368 acidentes no Pará, no ano passado, registrados pelo Departamento de Estado de Trânsito do Pará (Detran-PA). Mesmo com lei federal 11.705/2008 (Lei Seca), mais testes de alcoolemia (bafômetro ou etilômetro) e campanhas educativas, o número de acidentes envolvendo condutores embriagados aumentou nos últimos dois anos (346 em 2008 e 353 em 2009). A infração gravíssima é a sétima entre as dez principais causas de acidentes. Punições pouco severas e dificuldades em penalizar motoristas infratores por causa das brechas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) reforçam constatações de pesquisas feitas pelo Detran-PA, mostrando que 37,07% dos condutores de carros bebem ou já ter beberam antes de dirigir. Para motociclistas, o percentual é de 42,78%.
    O coordenador de Operações do Detran-PA, Valter Aragão, ressalta que no início da Lei Seca havia 40 agentes e 15 bafômetros para todo o Pará. Agora são 320 agentes com 110 etilômetros. A quantidade de barreiras e operações conjuntas também aumentou. ''Estamos com um trabalho 24 horas por dia. Em duas semanas, fizemos 21 operações de manhã, de tarde e de noite. Não é sempre, mas encontramos condutores alcoolizados a qualquer horário, apesar de ser mais à noite e nos finais de semana'', comentou.
    Mesmo com mais campanhas, pessoal, fiscalização e equipamentos, 30% dos condutores abordados se recusam a fazer o teste do bafômetro. Os veículos parados são por amostragem ou indícios de que o condutor esteja bêbado, o que não garante 100% de cobertura. O artigo 156 do CTB pune condutores alcoolizados com sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa de R$ 957,69, recolhimento da carteira e processo de suspensão do direito de dirigir por um ano. Somente com o resultado do teste de alcoolemia é possível encaminhar o infrator à polícia para a detenção (de seis meses a três anos), já que a Lei Seca só prevê essa punição quando o condutor apresenta seis decigramas de álcool ou mais por litro de sangue.

Mortes no trânsito chegam a 160 por dia, alerta pesquisa

Bom Dia Brasil
O dado é da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório. Na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores.
    São números de guerra: 160 pessoas morrem todo dia no trânsito brasileiro. Por que o motorista brasileiro é tão ruim e tão imprudente? Seria a sensação de impunidade? Muitos especialistas dizem que a lei existe e que é boa. A falha estaria na fiscalização. É um desfile de situações de risco que se vê nas ruas também quase que diariamente. Há falta de atenção, imprudência, motoristas alcoolizados, desrespeito à lei.
    Depois de um dia inteiro atrás do volante, o motorista de ônibus Cícero Muniz conta: ''A vontade das pessoas é só de chegar primeiro. Eles não cedem a vez para o outro. Quer estar na frente e quer chegar na frente''. Há falta de atenção. ''É um pouco cansativo para a pessoa que roda o dia todo'', diz outro motorista de ônibus.
    Todos os dias é a mesma coisa: pelo menos, 160 pessoas morrem por acidente de trânsito no Brasil. Foi assim nos últimos cinco anos. O dado é da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório. Na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores, que têm entre 21 e 30 anos de idade. Do total de indenizações pagas em 2010, 31% foram por acidentes com carros. A pior estatística é com as motos: representam 61% do total.
    ''Os acidentes estão acontecendo. Há necessidade de que as pessoas tenham consciência disso: sejam educadas nas escolas desde pequenas. O volume de acidente com motocicleta, por exemplo, é assustador'', explica o diretor-presidente da seguradora Líder DPVAT, Ricardo Xavier.
    Com pressa, os motoboys admitem: eles estão sempre correndo contra o tempo. ''A gente tem hora certa para entregar e para fazer entrega. Se não fizer no horário, a gente é cobrado por isso'', explica o motoboy Lucivaldo Bezerra.
    Por que tanto acidente? Na rua, há muitas situações de risco. Em Brasília, um grupo foi flagrado por um cinegrafista amador no último domingo (3). Passageiros se sentaram nas janelas, beberam e passaram a garrafa uns para os outros. Os motoristas foram identificados e podem ser obrigados a pagar até R$ 470 de multa cada um. Terão também 19 pontos na carteira. Com 20 pontos, a habilitação é cassada.
    ''Nossa fiscalização é ineficaz, é praticamente inoperante na maioria das cidades e o motorista se sente impune. Ele pode fazer o que quiser que não vai acontecer nada'', lembra o professor da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte.
    Diariamente são pagas de 900 a 1 mil indenizações por morte, invalidez e assistência médica a feridos em acidentes. Os dados também são da seguradora do DPVAT, o seguro obrigatório.

Astronauta holandês ajuda a desenvolver ônibus elétrico

G1
Batizado de Superbus, o veículo pode alcançar os 250 km/h.O transporte tem capacidade para até 23 passageiros

    Elétrico, o Superbus pode chegar aos 250 km/h (Foto: Lex Van Lieshout/AFP)
    O astronauta holandês Wubbo Ockles e sua equipe apresentaram, nesta segunda-feira (4), um ônibus elétrico de fibra de carbono que pode alcançar os 250 km/h. A volta demonstrativa foi realizada na pista do Aeroporto de Valkenbur, em Katwij, na Holanda. O projeto para o desenvolvimento do conceito ambientalmente correto foi financiado pelo Ministério dos Transportes da Holanda.
    O Superbus (ou Superônibus), tem largura e comprimento maiores do que os veículos convencionais. No entanto, o projeto do astronauta tem um desempenho melhor, já que durante o desenvolvimento do Superbus, a equipe trabalhou para criar uma aerodinâmica para deixar o veículo mais veloz e econômico.
    Além disso, a distância para o asfalto é bem menor quando comparada aos ônibus normais. Para deixar a viagem e o acesso mais confortáveis, o veículo é equipado com 16 portas individuais.
    O investimento ultrapassa os 13 milhões de euros (mais de R$ 29 milhões), entre o desenvolvimento da tecnologia e fabricação do protótipo. Os cientistas precisaram de três anos para transformar o conceito em realidade.

Metrô de São Paulo é insuficiente como alternativa para o carro

UOL Notícias
Atualmente com 61 estações distribuídas em cinco linhas que somam 70,9 quilômetros de extensão, o Metrô de São Paulo não se desenvolveu o suficiente para atender às necessidades da metrópole
por Fernando Mendonça
    O metrô é considerado o mais eficiente meio de transporte urbano por não dividir espaço na superfície com outros veículos. Em São Paulo, metrópole que em março ultrapassou 7 milhões de veículos, o metrô chegou tarde, foi entregue somente em 1974, quando entrou em operação o trecho de sete quilômetros, com sete estações, entre o Jabaquara e a Vila Mariana, e desde então cresceu. Pouco.
    Atualmente com 61 estações distribuídas em cinco linhas que somam 70,9 quilômetros de extensão, o Metrô de São Paulo não se desenvolveu o suficiente para atender às necessidades da metrópole. Preto no branco, o metrô da capital expandiu-se, em média, apenas 1,6 quilômetro por ano nos últimos 36 anos.
    Durante seminário sobre mobilidade urbana realizado em março último na capital, o arquiteto Marcos Kiyoto, especialista em transportes de alta capacidade, afirmou que o ritmo lento de crescimento do metrô paulistano deixa muito a desejar em relação ao sistema de outras metrópoles, como é o caso da Cidade do México, com 200 quilômetros de rede.
    Outro problema apontado durante o seminário foi a pouca integração das linhas entre si. De acordo com Kiyoto, o mais importante não é esticar as linhas, mas, sim, criar mais intersecções entre as já existentes para que seja criada, de fato, uma malha metroviária.
    Já o arquiteto Fábio Pontes informou que o número de habitantes por quilômetro de linha de metrô em São Paulo é 4,5 vezes maior do que o de Londres, o que significa trens muito mais cheios.
    Até mesmo cidades menores do que São Paulo possuem sistemas bem melhores. É o caso de Barcelona, na Espanha, que oferece aos seus cerca de dois milhões de habitantes 148 estações de metrô - número duas vezes e meia maior de estações que o da capital paulista para um contingente populacional de apenas 20% do contingente paulistano.
    As 61 estações do metrô de São Paulo recebem todos os dias cerca de 3,3 milhões de passageiros. As 126 estações do metrô de Barcelona recebem diariamente cerca de 1 milhão de usuários. Talvez esteja aí a explicação para a falta de ânimo do motorista paulistano em deixar o carro na garagem e procurar a estação de metrô mais próxima.
Parceria com o setor privado    No começo desta semana, o diretor de operação do metrô, Mário Fioratti, admitiu em entrevista para a BandNews FM que o metrô está no limite técnico de quantidade de trens. Segundo ele, não há como colocar mais trens em circulação porque o sistema de sinalização que controla a movimentação do trem não pode ser redimensionado.
    O Governo de São Paulo, responsável pela gestão do metrô paulistano, reconhece as deficiências do sistema. Na inauguração da estação Butantã, no último dia 28 de março, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) reconheceu que a rede deveria ter pelo menos o dobro do atual tamanho.
    Uma das soluções sinalizadas pelo governador são as parcerias público-privadas (PPPs) - como já acontece com a Linha Amarela da rede, administrada pela ViaQuatro, empresa do grupo CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias). Segundo Alckmin, as propostas de parceria devem começar a chegar já nos próximos dias.

Dispositivo que alerta motoristas sobre presença de radares é proibido

Jornal Nacional
Dirigir com aparelho antirradar é infração gravíssima. A multa é de R$ 191, sete pontos na carteira e apreensão do veículo
    Uma irregularidade no trânsito está se espalhando pelas ruas brasileiras. Veja na reportagem de Isabela Scalabrini.
    Os radares ajudam a controlar a velocidade dos veículos e a evitar acidentes.
    Edson, motorista de táxi em Belo Horizonte há 20 anos, utiliza um GPS para se deslocar com mais facilidade. E aproveitou o aparelho para instalar um dispositivo extra, que alerta sobre a localização exata de todos os radares fixos na cidade.
    “O mesmo programa que eu tenho é o programa que é o mapeamento da própria cidade”, contou ele.
    De acordo com o Denatran, a função de um GPS é indicar ao motorista qual caminho ele vai seguir para chegar a determinado endereço: se vai virar à esquerda, à direita, se vai seguir em frente. Se o equipamento tiver um dispositivo que alerta sobre a presença de radares, então ele é proibido.
    Dirigir com dispositivo antirradar é infração gravíssima. A multa é de R$ 191, sete pontos na carteira e apreensão do veículo.
    Para o engenheiro Osias Batista, consultor em trânsito, o dispositivo funciona somente como um banco de dados e tem a mesma função das placas que são obrigatórias antes de cada radar.
    “Qualquer equipamento que produza uma onda que possa interferir no equipamento radar, ele deve ser proibido. Agora o GPS não produz essa onda. Ele entra em contato com o satélite que informa para ele dentro de um banco de dados existente onde que tem radar. Então, o GPS em si não interfere com o radar”, afirmou.
    Segundo o Denatran, mesmo sendo apenas um banco de dados, o GPS com alerta de radares é considerado irregular.
    Em algumas lojas, o GPS já é vendido com o antirradar. “A gente vende com as outras funções. Se o cliente vai usar ela ou não fica a caráter do cliente”, disse o instalador Júlio Silva.
    O Denatran informou que não tem competência para proibir ou liberar a venda do GPS com o alerta de radares.

Mortes no trânsito chegam a 160 por dia, alerta pesquisa

Bom Dia Brasil
O dado é da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório. Na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores.
    São números de guerra: 160 pessoas morrem todo dia no trânsito brasileiro. Por que o motorista brasileiro é tão ruim e tão imprudente? Seria a sensação de impunidade? Muitos especialistas dizem que a lei existe e que é boa. A falha estaria na fiscalização. É um desfile de situações de risco que se vê nas ruas também quase que diariamente. Há falta de atenção, imprudência, motoristas alcoolizados, desrespeito à lei.
    Depois de um dia inteiro atrás do volante, o motorista de ônibus Cícero Muniz conta: ''A vontade das pessoas é só de chegar primeiro. Eles não cedem a vez para o outro. Quer estar na frente e quer chegar na frente''. Há falta de atenção. ''É um pouco cansativo para a pessoa que roda o dia todo'', diz outro motorista de ônibus.
    Todos os dias é a mesma coisa: pelo menos, 160 pessoas morrem por acidente de trânsito no Brasil. Foi assim nos últimos cinco anos. O dado é da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório. Na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores, que têm entre 21 e 30 anos de idade. Do total de indenizações pagas em 2010, 31% foram por acidentes com carros. A pior estatística é com as motos: representam 61% do total.
    ''Os acidentes estão acontecendo. Há necessidade de que as pessoas tenham consciência disso: sejam educadas nas escolas desde pequenas. O volume de acidente com motocicleta, por exemplo, é assustador'', explica o diretor-presidente da seguradora Líder DPVAT, Ricardo Xavier.
    Com pressa, os motoboys admitem: eles estão sempre correndo contra o tempo. ''A gente tem hora certa para entregar e para fazer entrega. Se não fizer no horário, a gente é cobrado por isso'', explica o motoboy Lucivaldo Bezerra.
    Por que tanto acidente? Na rua, há muitas situações de risco. Em Brasília, um grupo foi flagrado por um cinegrafista amador no último domingo (3). Passageiros se sentaram nas janelas, beberam e passaram a garrafa uns para os outros. Os motoristas foram identificados e podem ser obrigados a pagar até R$ 470 de multa cada um. Terão também 19 pontos na carteira. Com 20 pontos, a habilitação é cassada.
    ''Nossa fiscalização é ineficaz, é praticamente inoperante na maioria das cidades e o motorista se sente impune. Ele pode fazer o que quiser que não vai acontecer nada'', lembra o professor da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte.
    Diariamente são pagas de 900 a 1 mil indenizações por morte, invalidez e assistência médica a feridos em acidentes. Os dados também são da seguradora do DPVAT, o seguro obrigatório.