segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cidade da Grande SP testa placas de trânsito feitas de material reciclado

G1
Empresa da Mogi das Cruzes usa apenas plástico e alumínio na produção. Poá foi a 1ª cidade a encomendar e utilizar as placas
     A cidade de Poá, na Grande São Paulo, está testando a utilização de placas de trânsito feitas de material reciclado. O modelo contém apenas plástico e alumínio de embalagens longa vida, resultando em um material resistente e maleável.
     As placas são produzidas em uma fábrica de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, gerenciada por pai e filho. Há alguns anos eles usam uma tecnologia alemã para reaproveitar o plástico e o alumínio das embalagens.
     “Aqui nós estamos vendo matéria-prima de uma composição que vai gerar placas, telhas, em vez de se tornar um lixo, gera benefícios para o próprio meio ambiente”, explicou Edson Antônio Landucci, diretor da empresa.
     Depois de seco, todo o material é picotado e protegido da luz do sol e da umidade. O produto é embalado em filme de poliéster, como se fosse um colchão. A peça é prensada a 160ºC e sai inteira. As placas saem quase prontas da prensa – basta fazer o formato desejado.
     “Quanto mais a gente conseguir incentivar as pessoas a reciclar, a gente tem mais facilidade de obter matéria prima, com isso você consegue reduzir o custo final, você acaba ficando cada vez mais competitivo”, explicou Rafael Landucci, diretor comercial da empresa.
     Poá foi a primeira cidade de São Paulo a encomendar as placas. Aos poucos o novo modelo toma conta do galpão da secretaria de trânsito. Por mês, cerca de 100 placas são substituídas nas ruas da cidade. Todas vão para o depósito e são inutilizadas.
     “Isso custa dinheiro, uma placa de alumínio hoje custa de R$ 25 a R$30, e quando ela volta para cá não tem como ser reutilizada, ao passo que essa placa ecológica nós vamos ter como reutilizar”, explicou José Paulo Teixeira, diretor de trânsito de Poá.
     Outro problema com as placas de alumínio são os furtos. “Quem vai furtar joga um metal na placa. Se esse metal ficar preso é placa de alumínio ou metal, eles furtam. Para eles têm valor. A partir do momento que for uma placa dessas reciclada, vão jogar o imã e não vai colar. Ele vê que não é material que serve para eles”, disse Teixeira.
     Por enquanto, as novas placas estão sendo testadas. Se forem aprovadas, outros setores podem utilizar o produto. “Uma infinidade de coisas podem ser feitas com material reciclado, basta que haja interesse das pessoas em produzir”, explicou Marlene Santana, secretária de Segurança Urbana da cidade.

Detran vai experimentar novo modelo de faixa de pedestres

Correio Braziliense
Técnicos farão uma pintura em forma de zigue-zague e colocarão mais placas de sinalização
Helena Mader
     Quase 15 anos depois do lançamento da campanha Paz no Trânsito, que transformou Brasília na capital do respeito ao pedestre, a cidade será mais uma vez pioneira no assunto. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) autorizou o Governo do Distrito Federal a construir de forma experimental um novo modelo de faixa. O ponto de travessia tem pintura diferenciada, novo sistema de visualização e de sinalização. Com as alterações, o Departamento de Trânsito do DF espera reduzir o número de atropelamentos. No ano passado, 12 pessoas morreram sobre as faixas — o maior número desde 1997.
     Os cinco primeiros pontos a receber a novidade ficam no centro da cidade, no Sudoeste e em Taguatinga. Os técnicos do Detran começam a fazer as alterações a partir desta segunda-feira. Se o trabalho trouxer bons resultados, o governo federal poderá até alterar o Código Brasileiro de Trânsito para tornar obrigatórios os novos itens de segurança. Depois do teste, o novo modelo de faixa também deve ser levado a outros pontos do Distrito Federal.
     As travessias experimentais têm pintura diferenciada, que começa 16 metros antes da faixa. A demarcação sobre o asfalto será feita em zigue-zague, ao contrário das pinturas retas de hoje. A essa mesma distância, será instalada uma placa de sinalização que alerta para a proibição de parar e estacionar na área da travessia. Ao lado da faixa, uma outra placa, desta vez amarela, vai indicar aos motoristas que ali começa a área de travessia. 

China deve encerrar o ano com mais de 18 milhões de carros vendidos

G1 - Auto Esporte
Vendas em novembro cresceram 27%, diz associação de fabricantes. Governo dá benefícios fiscais para quem compra carros de baixa cilindrada
Do G1, com informações da Efe
     As vendas de carros na China superarão em 2010 os 18 milhões de unidades, publicou a oficial Associação China de Fabricantes de Automóveis (CAAM, na sigla em inglês).
     Segundo esta organização, as vendas do mês de novembro cresceram 27%, até 1,7 milhão de veículos, depois que os consumidores aumentaram o requerimento para licenças nas grandes cidades do país.
     "O final de cada ano é normalmente o período máximo para a produção e venda de carros na China", relatou Zhu Yiping, secretário-geral da associação de fabricantes, que atribuiu parte do aumento à vontade da população de aproveitar as vantagens deste ano.
     De fato, a maior alta se deu entre os veículos de baixa cilindrada, até 1.600 centímetros cúbicos, que contam com subsídios e benefícios fiscais por parte do governo chinês até o final de ano.
     As expectativas que Pequim e Xangai aumentem o preço das novas matrículas estão empurrando os consumidores a comprar agora, explicou Xiong Chuanlin, vice-secretário da CAAM.
     Assim, entre janeiro e novembro na China se já comercializaram um total de 16,4 milhões de veículos, 34% mais que no período colega do ano anterior, o que eleva a previsão de vendas para todo o ano acima dos 18 milhões.
     O número já ultrapassa os 13,64 milhões de automóveis vendidos em 2009, que levaram a China a se transformar no maior mercado mundial de novos veículos, superando os Estados Unidos.
     "Espera-se que as vendas cresçam a um ritmo estável de 10% em 2011, até chegar aos 20 milhões de unidades", acrescentou Xiong.

Governo cria Escola Pública de Trânsito do Detran

GAZ
A instituição terá como objetivo desenvolver cursos, ações e projetos educativos, voltados para o exercício da segurança e da cidadania no trânsito
     A governadora Yeda Crusius assinou nesta sexta-feria, 10, o decreto que cria a Escola Pública de Trânsito do Detran/RS (EPT). Prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a instituição terá como objetivo desenvolver cursos, ações e projetos educativos, voltados para o exercício da segurança e da cidadania no trânsito. "Essa iniciativa vai a médio e longo prazo mudar a realidade do trânsito, e repercutir na redução do índice de violência no Estado. Hoje o Rio Grande do Sul é outro, e temos modelos de gestão pública a oferecer para todo Pais", destacou Yeda Crusius.
     Para o presidente do Detran, Sergio Filomena, com a criação da escola materializa o desenvolvimento da educação para o trânsito, desenvolvendo a consciência em jovens e professores.
     Com orçamento de R$ 3,7 milhões para 2011 (instalações, equipamentos, material, pessoal e funcionamento por um ano), a Escola do Detran/RS será custeada com recursos advindos das multas de trânsito, obedecendo ao disposto no Art. 320 do CTB. O dispositivo estabelece que a receita arrecadada com as multas deverá ser aplicada em segurança e educação de trânsito.
     A Escola Pública de Trânsito será subordinada à Divisão de Educação para o Trânsito do Detran/RS e terá entre suas atribuições desenvolver estudos e pesquisas voltados para a educação de trânsito, organizando, inclusive, biblioteca especializada; preparar multiplicadores, inclusive na modalidade EAD; incentivar a produção de conhecimento e de ações locais; proporcionar orientação técnica para elaboração de material educativo e assessoramento aos municípios, entre outras.
     O Detran/RS definiu como públicos alvo da EPT, além dos seus servidores, agentes de trânsito, instrutores e outros profissionais de centros credenciados, professores e voluntários interessados em disseminar informações e valores de cidadania no trânsito. Segundo a Chefe da Divisão de Educação, Laís Silveira, a Escola será focada na formação de multiplicadores. "Temos um público muito abrangente e precisamos atender todas as instituições de todos os municípios do Estado. A formação de multiplicadores permite disseminar o conhecimento para um número maior de pessoas em menor espaço de tempo."

Polícia começa a testar aparelho que detecta insulfilm irregular

Folha de S. Paulo
A tendência é que as fiscalizações se estendam também ao perímetro urbano.
FELIPE NÓBREGA
DE SÃO PAULO
     Um dos acessórios mais vendidos desde 1995, as películas automotivas foram regulamentadas em 2007, mas só agora poderão ser devidamente fiscalizadas, ainda que de maneira tímida.
     A PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Itapecerica da Serra (a 34 km de SP) comprou dois medidores de transmitância luminosa, os primeiros do Estado.
     Os aparelhos que aferem a transparência dos vidros com película devem estrear nas blitze de fim de ano da rodovia Régis Bittencourt, afirmam os agentes federais consultados pela Folha.
     Em comunicado, porém, a PRF não confirma o local nem a data das blitze, argumentando que ainda finaliza a incorporação dos dois equipamentos ao órgão, que administra 62 mil quilômetros de estradas pelo país.
Arte/Folhapress 
A tendência é que as fiscalizações se estendam também ao perímetro urbano.
     Consultada, a Companhia de Policiamento de Trânsito de São Paulo diz que "estuda" a compra e a real eficiência do medidor, que custa R$ 8.500, nove vezes mais que um bafômetro.
     Quem for flagrado guiando um carro com película mais escura do que o permitido (veja os limites no quadro ao lado) poderá receber multa grave (R$ 127,69 e cinco pontos) e ter o veículo retido até a retirada do filme ilegal.
VISIBILIDADE AFETADA      Para José Oka, supervisor de pesquisa do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), os vidros escuros reduzem a percepção de obstáculos e de pedestres por parte do condutor, principalmente à noite (e com chuva).
     Tanto que o Cesvi iniciará em 2011 um estudo para medir o impacto provocado pelas películas no trânsito.
     Ainda assim, as novas tecnologias para o insulfilm aumentam a procura em lojas.
     "Os mais modernos são os filmes antivandalismo [resistentes a pedradas] e os que filtram raios UV e infravermelhos, que reduzem a temperatura da cabine em até 9C", diz Elges Greco, da 3M.
Eles custam de R$ 290 a R$ 1.000 (em todos os vidros, o do para-brisa é transparente) e variam com a marca.
     Mas, para Fábio Martins, 36, dono de um VW Polo com vidros bem pretos, o início da fiscalização não o assusta.
     "As películas escuras inibiram os ladrões de me assaltarem. Ainda prefiro correr o risco de ser autuado", diz.
Editoria de Arte/Folhapress  

Lei Seca reduz número de mortes no trânsito no Rio em 2009, mostra pesquisa

O Povo
Segundo o levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 9, a queda do número de mortes de 22% no período é reflexo da Lei Seca
     O número de mortes no trânsito caiu em quase todos os 33 bairros da capital fluminense de 2008 para 2009. Mas em sete localidades as mortes aumentaram, segundo pesquisa da organização não governamental (ONG) Rio Como Vamos.
     Segundo o levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 9, a queda do número de mortes de 22% no período é reflexo da Lei Seca que, com operações de trânsito, coibiu os motoristas de ingerirem bebidas alcoólicas antes de dirigir com medidas como a aplicação de multas pesadas, perda da carteira de habilitação e até a detenção.
     No entanto, a medida não teve a mesma eficácia em toda a cidade. Em Campo Grande, na zona oeste, Complexo do Alemão, Pavuna, Penha, Tijuca e Vigário Geral, na zona norte, o número de vítimas aumentou de um ano para o outro, assim como em Santa Teresa, no centro.
     Calculado sobre um grupo de 100 mil habitantes, o número de mortes na Pavuna foi o mais alto, de 22,33. Por outro lado, Copacabana, na zona sul, registrou o menor 3,41. No centro da cidade, o indicador registrou a maior queda, de 55%, passando de 97,37 para 43,54 vítimas.
     "A redução das mortes no trânsito é, evidentemente, resultado da Lei Seca. O índice caiu em praticamente todas as regiões. Mas onde não caiu, é necessária uma intervenção focada, com maior vigilância", avaliou a presidente da ONG, Rosiska Darcy de Oliveira.
     O coordenador da Lei Seca informa que pretende intensificar o número de operações nessas localidades. Atualmente, segundo Carlo Alberto Lopes, sete equipes, com cerca de 20 pessoas, patrulham toda a cidade nos horários mais críticos.
     "À medida que combatemos à violência e a criminalidade em determinados pontos, como na Barra da Tijuca, vamos fazendo uma rotatividade", acrescentou. O número de mortes em decorrência do trânsito caiu 44% na Barra, entre 2008 e 2009, segundo a pesquisa da Rio Como Vamos.
     Para calcular o indicador, a ONG acessou o sistema DataSus do Ministério da Saúde, além de dados de outros órgãos governamentais. Além da violência no trânsito, a pesquisa elenca cerca de 70 indicadores socioeconômicos sobre a qualidade de vida dos cariocas.
Agência Brasil

Rio começa a testar novo tipo de asfalto ecológico nas estradas

G1
Pavimentação emborrachada é produzida a partir de pneus triturados. Pista fica menos escorregadia em dias de chuva e tem durabilidade maior
     O Rio de Janeiro começou a testar um novo tipo de asfalto feito de borracha de pneus velhos. E, nessa iniciativa em favor do meio ambiente, a primeira estrada a receber o pavimento liga os municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu.
     Uma usina móvel foi instalada em Cachoeiras de Macacu para produzir essa pavimentação emborrachada a partir de pneus triturados. Cada metro quadrado de asfalto retira do meio ambiente um pneu usado.
     Mas a vantagem ambiental não era o objetivo principal quando o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) resolveu investir na produção desse tipo de pavimento.
     ''A questão do reaproveitamento dos pneus veio como um agregado. Na realidade nós estávamos buscando uma qualidade melhor de pavimento com baixo custo'', contou o presidente do DER, Henrique Ribeiro.
     Entre as vantagens, a pista fica menos escorregadia em dias de chuva, o barulho quando os carros passam é menor e o asfalto ecologicamente correto chega a ser 40% mais barato que o tradicional. Além disso, a durabilidade é de pelo menos o dobro do asfalto comum, segundo os engenheiros.
     No primeiro teste do novo asfalto, em Cachoeiras de Macacu, 35 km de estrada serão pavimentados e a expectativa é de que tenha durabilidade de 20 anos. Em comparação, o pavimento comum teria uma vida útil de 10 anos. E até outros tipos de cobertura emborrachada durariam menos. Isso porque o produto feito na usina de Cachoeiras de Macacu tem um percentual maior de borracha.
     ''Permite que a gente faça massas com muito mais ásperas, que durem mais e que tenham um efeito de segurança, conforto, qualidade bem grande'', explicou o engenheiro Angelo Pinto, diretor de obras da Região Metropolitana do Rio.
     Depois desse primeiro teste, todo o processo será normatizado e a ideia é que se espalhe pelo estado.