sábado, 9 de abril de 2011

Mortes no trânsito chegam a 160 por dia, alerta pesquisa

Bom Dia Brasil
O dado é da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório. Na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores.
    São números de guerra: 160 pessoas morrem todo dia no trânsito brasileiro. Por que o motorista brasileiro é tão ruim e tão imprudente? Seria a sensação de impunidade? Muitos especialistas dizem que a lei existe e que é boa. A falha estaria na fiscalização. É um desfile de situações de risco que se vê nas ruas também quase que diariamente. Há falta de atenção, imprudência, motoristas alcoolizados, desrespeito à lei.
    Depois de um dia inteiro atrás do volante, o motorista de ônibus Cícero Muniz conta: ''A vontade das pessoas é só de chegar primeiro. Eles não cedem a vez para o outro. Quer estar na frente e quer chegar na frente''. Há falta de atenção. ''É um pouco cansativo para a pessoa que roda o dia todo'', diz outro motorista de ônibus.
    Todos os dias é a mesma coisa: pelo menos, 160 pessoas morrem por acidente de trânsito no Brasil. Foi assim nos últimos cinco anos. O dado é da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório. Na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores, que têm entre 21 e 30 anos de idade. Do total de indenizações pagas em 2010, 31% foram por acidentes com carros. A pior estatística é com as motos: representam 61% do total.
    ''Os acidentes estão acontecendo. Há necessidade de que as pessoas tenham consciência disso: sejam educadas nas escolas desde pequenas. O volume de acidente com motocicleta, por exemplo, é assustador'', explica o diretor-presidente da seguradora Líder DPVAT, Ricardo Xavier.
    Com pressa, os motoboys admitem: eles estão sempre correndo contra o tempo. ''A gente tem hora certa para entregar e para fazer entrega. Se não fizer no horário, a gente é cobrado por isso'', explica o motoboy Lucivaldo Bezerra.
    Por que tanto acidente? Na rua, há muitas situações de risco. Em Brasília, um grupo foi flagrado por um cinegrafista amador no último domingo (3). Passageiros se sentaram nas janelas, beberam e passaram a garrafa uns para os outros. Os motoristas foram identificados e podem ser obrigados a pagar até R$ 470 de multa cada um. Terão também 19 pontos na carteira. Com 20 pontos, a habilitação é cassada.
    ''Nossa fiscalização é ineficaz, é praticamente inoperante na maioria das cidades e o motorista se sente impune. Ele pode fazer o que quiser que não vai acontecer nada'', lembra o professor da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte.
    Diariamente são pagas de 900 a 1 mil indenizações por morte, invalidez e assistência médica a feridos em acidentes. Os dados também são da seguradora do DPVAT, o seguro obrigatório.

Ir de táxi sai mais barato do que ter um carro em São Paulo, diz estudo

UOL Notícias
Comprar um carro ou ir de táxi? Esta é uma pergunta que pouca gente se faz antes de entrar em uma loja de automóveis.
    Comprar um carro ou ir de táxi? Esta é uma pergunta que pouca gente se faz antes de entrar em uma loja de automóveis. Segundo levantamento feito pelo Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe), quem prefere circular de táxi pela cidade pode economizar mais de R$ 1 mil por mês em relação àquele que tira da garagem o carro próprio para se deslocar. Especialmente em uma metrópole com 7 milhões de veículos e vários problemas de trânsito como São Paulo. 
    O levantamento realizado pelo Cefipe considerou todos os custos que incidem sobre um carro de R$ 40 mil, desde taxas e impostos, como licenciamento e IPVA, até os gastos com manutenção e seguro, passando pelas despesas do dia a dia - combustível, lavagem e troca de óleo, entre outras.
    De acordo com o Cefipe, há custos que geralmente não são levados em consideração por aqueles que elaboram uma conta rápida, de cabeça, antes de se decidir pelo carro próprio. A depreciação, por exemplo, é um deles. Dependendo do modelo ou do ano, um carro chega a perder 1% de seu valor por mês – neste caso, R$ 400.
    Outro cálculo que passa longe da cabeça do candidato a um carro é o que considera a oportunidade de ganho desperdiçada se o mesmo dinheiro, em vez de empregado para comprar o automóvel, fosse investido em uma aplicação financeira. Na caderneta de poupança, a mais conservadora do mercado, R$ 40 mil devolveriam R$ 265 mensais.
    Além dos R$ 665 até aqui contabilizados, o cidadão que optasse pelo táxi no lugar do carro próprio ficaria livre de multas, zona azul, estacionamentos e, no caso de uma batida no trânsito, ter de pagar a franquia do seguro. No total, segundo o levantamento, o custo mensal com carro próprio chega a R$ 1.900. Com corridas de táxi a despesa seria de aproximadamente R$ 1 mil - economia de R$ 900.
    Existem outros aspectos que contam a favor do táxi em relação ao carro próprio, como a possibilidade de não precisar se preocupar com o trânsito, não perder tempo em busca de vaga para estacionar e poder falar ao celular sem receio.
    O analista de sistemas Marco Aurélio Vasconcelos Brandi, 48, desfez-se do segundo carro da família e garante não ter se arrependido da decisão. Há cinco anos as chaves do único automóvel da casa ficam com sua mulher, Leila, que faz uso do carro para levar e buscar os filhos na escola, fazer compras de supermercado etc.
    ''Dirijo mais nos fins de semana'', disse Brandi. ''De segunda a sexta chamo um táxi quando preciso ou, muito de vez em quando, pego carona com a Leila.'' 
    O estudo da Cefipe foi realizado há três anos, com o objetivo de mostrar que na maior parte das vezes ter um segundo carro na garagem não é vantajoso para as famílias se deslocarem em centros urbanos como São Paulo. Atualizados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , os valores devem receber acréscimo de 15%.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Procuradores do Trabalho discutem regulamentação da profissão de caminhoneiro

Brasília (DF), 4/4/2011 - Nesta segunda-feira (4), em Brasília, os procuradores do Trabalho Adélio Justino Lucas e Mônica de Macedo Guedes Ferreira participaram de reunião com a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. O objetivo do encontro é discutir a necessidade de regulamentar a atividade de motorista em suas várias modalidades, além do problema dos acidentes de trânsito.
Na reunião, o procurador Adélio Lucas pôs em questão a jornada de trabalho extenuante a qual estão expostos os motoristas de caminhão. O procurador informou ainda que o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem trabalhado em prol da adequação da jornada de trabalho à legislação desde 2007.
Segundo o procurador, o MPT vê a Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) como órgão importante na implantação da regulamentação da jornada de trabalho dos caminhoneiros.

Adélio Lucas ressaltou as condições de trabalho em que vivem esses trabalhadores, que muitas vezes fazem uso de anfetaminas e até mesmo de cocaína, para conseguir seguir com suas viagens.  Para Adélio, essa é uma das principais causas de acidentes de trânsito entre a categoria.
O procurador disse que a ANTT e a Confederação Nacional de Transportes estão com audiência marcada no MPT para tentar chegar a um acordo sobre a regulamentação da jornada de trabalho dos caminhoneiros.

Fonte: MPT

terça-feira, 29 de março de 2011

PRF está sob novo comando

A Polícia Rodoviária Federal tem novo comando. A superintendente da PRF no Paraná, inspetora Maria Alice Nascimento Souza, socióloga e policial há 26 anos, passa a responder interinamente pela instituição.
Nesta segunda-feira (28), Maria Alice Souza, durante reunião realizada na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília (DF), lembrou que sempre assumiu novos cargos em situações delicadas, e reconheceu a importância do desafio por ser a primeira comandante geral de uma polícia com alcance nacional.



“Fui a primeira motociclista policial do Brasil. A primeira superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal. Ser também a primeira diretora geral desta instituição é uma honra, mas também enorme responsabilidade”, admitiu Maria Alice.

Pedido de exoneração - Na manhã desta segunda-feira, o inspetor Hélio Cardoso Derenne entregou ao Ministro da Justiça pedido de exoneração do cargo de diretor geral da PRF. Após oito anos no comando da instituição, Derenne foi responsável pelo ingresso de mais de 4 mil agentes nos quadros da Polícia Rodoviária Federal. No entanto, os números de efetivo somente atingiram as marcas que a PRF detinha em 1996.

“Há 15 anos, a Polícia Rodoviária Federal tinha o mesmo número de servidores que dispomos hoje. O grande problema é que neste período, a malha viária sob responsabilidade da PRF cresceu 77% e a frota de veículos em circulação aumentou 134% “, apontou Derenne.

Fonte: DPRF

quarta-feira, 16 de março de 2011

Estrada para a Cidadania


Educando os motoristas do futuro
Programa escolar realizado pelas concessionárias AutoBAn e NovaDutra em cidades vizinhas das rodovias operadas por elas.
(Informação recolhida no portal das duas concessionárias)
AutoBAn
Iniciado em 2002, o Programa Estrada para a Cidadania tem o objetivo de vencer o grande desafio de preservar vidas, reduzindo cada vez mais os índices de acidentes no trânsito.
Metas
· Formar pedestres e futuros motoristas mais conscientes de suas responsabilidades.
· Diminuir o número de acidentes no trânsito.
· Incutir valores como respeito, responsabilidade e solidariedade no dia-a-dia do aluno.
· Conquistar mudanças de hábitos e de comportamentos relacionados ao respeito às regras e leis de trânsito.
· Estimular os alunos para que transmitam as regras e valores aprendidos à família e a toda comunidade.
· Conscientizar o aluno, por meio da elevação da auto-estima, sobre a importância da preservação da vida.
Público-alvo
Alunos e professores de 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental das escolas municipais de 17 cidades da área de abrangência do Sistema Anhangüera-Bandeirantes. A família e a comunidade também estão envolvidas no desenvolvimento desse trabalho.
Material pedagógico
O material é composto pelo livro do aluno e livro do professor, que são distribuídos gratuitamente a todos que participam do Programa. Dinâmico, com histórias que retratam o cotidiano, jogos e ilustrações atrativas, o livro do aluno leva as crianças a aprenderem brincando.
O livro do professor traz informações e sugestões de atividades para serem trabalhadas em cada capítulo. Possibilita ao professor realizar um trabalho interdisciplinar, ou seja, estabelecer a relação de conceitos e valores do trânsito com as demais disciplinas do currículo escolar.
Além das atividades voltadas para os alunos há também uma atividade por capítulo dirigida à família. O objetivo é proporcionar maior integração entre as pessoas da casa como também o de conscientizá-las sobre os cuidados que devem ter no trânsito.
Dinâmica de atuação
O material do Programa Estrada para a Cidadania é aplicado pelos professores em aulas semanais durante todo o ano letivo.
Mensalmente os professores participam de encontros de capacitação promovidos pela AutoBAn, que proporcionam motivação e sensibilização sobre o tema. A troca de experiências é constantemente estimulada.
Municípios envolvidos
Americana, Caieiras, Cajamar, Cordeirópolis, Franco da Rocha, Hortolândia, Itupeva, Jundiaí, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Osasco, Santa Bárbara D’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo – Municípios situados na área de abrangência do Sistema Anhangüera-Bandeirantes, trecho sob administração da AutoBAn.

Projeto incentiva denúncias contra motoristas embriagados

A Câmara analisa o Projeto de Lei 196/11, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que obriga as empresas concessionárias de rodovias federais e estaduais a instalar placas de orientação aos usuários para denunciar motoristas com sinais de embriaguez.

Segundo o projeto, a placa deverá conter o número da Polícia Militar Rodoviária Estadual, da Polícia Rodoviária Federal ou do telefone de emergência da concessionária, conforme o caso. Deverá trazer também a frase "denuncie motoristas com sinais de embriaguez".

O projeto determina ainda que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) instale as placas em vias sem concessão pertencentes à União e aos estados. O Denatran será responsável pela fiscalização e pelas despesas decorrentes da medida.

Redução de acidentes
Sandes Júnior explica que o objetivo é reduzir os acidentes nas rodovias brasileiras pavimentadas, que somam mais de 720 por dia. Ele cita dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo os quais o prejuízo para o País com esses acidentes é de R$ 22 bilhões por ano.
De acordo com o parlamentar, uma maneira de reverter a situação é incentivar a sociedade a colaborar com a polícia. "A massificação do instrumento de denúncia é uma forma moderna de comunicação entre os motoristas e a polícia, e ajudaria na rápida identificação do motorista que apresentar sinais de embriaguez", diz.

Em 2010, o ex-deputado Francisco Rossi apresentou projeto de lei com o mesmo conteúdo (PL 7725/10), que foi arquivado ao final da legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.  pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Programa para reduzir acidentes no trânsito tem 72% dos recursos bloqueados

Os feriados nacionais costumam deixar um saldo elevado de acidentes nas rodovias estaduais e federais que, em geral, acontecem por conta da imprudência dos motoristas no trânsito, sobretudo, pelo consumo  de bebidas alcoólicas. Para tentar reduzir a mortalidade, a gravidade e o número de acidentes no país, o governo federal dispõe do Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito (Funset), cujo orçamento previsto para este ano chega a R$ 690,9 milhões. No entanto, R$ 494,2 milhões (72%) sequer chegarão a ser usados, já que estão na chamada reserva de contingência, que auxilia a formação do superávit primário do governo federal, necessário para o pagamento dos juros da dívida.
O congelamento dos recursos não é fato novo. Desde 2003, pelo menos um terço da verba prevista no Funset foi contingenciada. Assim, dos R$ 3,1 bilhões previstos em orçamento neste período, pouco mais de R$ 1 bilhão esteve bloqueado, não podendo ser aplicado no fomento de projetos de redução de acidentes. Os recursos efetivamente desembolsados ao longo dos últimos oito anos somaram R$ 863,6 milhões, em valores corrigidos pela inflação.