segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ministério Público Federal entra com ação contra transporte escolar inseguro

PB Agora
O MPF pede que a Justiça Federal determine em liminar que o estado inspecione todos os veículos empregados no transporte escolar público na Paraíba
    O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública com pedido de liminar contra a União, o estado da Paraíba e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para eliminar o transporte escolar público inseguro no estado. A ação, ajuizada em 19 de novembro de 2010, é assinada pelo procurador da República Duciran Farena.
    Na ação, o MPF pede que a Justiça Federal determine em liminar que o estado inspecione, por intermédio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), no prazo de 100 dias contados da decisão, todos os veículos empregados no transporte escolar público na Paraíba, à exceção dos municípios de João Pessoa e Campina Grande.
    Tal inspeção deve verificar a adequação do veículo às normas de trânsito, aplicando as penalidades previstas na legislação, até mesmo a de apreensão, caso constatado o uso de veículos inseguros ou inadequados para o transporte de pessoas, bem como realizando novas e periódicas inspeções. As medidas adotadas devem ser comprovadas em juízo também em 100 dias.

Brasil é 5º país em vítimas fatais em acidentes no trânsito

Bandnews
Ranking de uma triste constatação
                                                                                                         Divulgada no Bol Vídeos

Na terceira reportagem especial sobre o trânsito nas cidades brasileiras, uma triste constatação: o Brasil ocupa o quinto lugar, no ranking dos países onde mais pessoas morrem, vítimas de acidentes. Em Curitiba, mães lutam por Justiça, para os filhos que foram vítimas da violência no trânsito.

Clique para acessar a matéria na íntegra: http://videos.bol.uol.com.br/#view/brasil--5-pas-em-vtimas-fatais-em-acidentes-no-trnsito-04021A3472C8B97307&tag/4962

Velocidade tem de ser compatível com a qualidade da rodovia, afirma especialista

Zero Hora (RS)
Limite na BR-101 passará a ser de 110 km/h
    O aumento do limite de velocidade na BR-101, de 80 para 110 km/h, provoca discussões e divide opiniões entre especialistas em segurança viária. O professor do Laboratório de Sistemas de Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), João Fortini Albano, defende a medida e critica uma suposta cautela dos governantes para efetivarem as mudanças.
    — Sou a favor. Todos os padrões geométricos, tanto da BR-101, quanto da freeway, mostram que há compatibilidade. Há anos que os governos gaúchos têm uma grande cautela com o aumento de velocidade. Construir estradas boas e reduzir a velocidade é um retrocesso — critica.
    Além das boas condições da rodovia, outro fator que engrossa a opinião do especialista é o comportamento dos motoristas diante de uma rodovia bem pavimentada e espaçosa.
    — Não adianta tu limitares a velocidade a 80 km/h, porque o condutor que estiver na rodovia vai sentir que pode andar mais, e vai desenvolver uma velocidade maior. Com isso, vamos aumentar o número de multas e vai aumentar a revolta dos motoristas — explica.
Aumento de acidentes é temido por outros especialistas    Especialistas em trânsito no Estado ouvidos por ZH são cautelosos sobre o aumento do limite de velocidade em rodovias. O titular da Divisão de Crimes de Trânsito da Polícia Civil, Gilberto Montenegro, entende que a medida pode gerar mais acidentes.
    — Se com menos velocidade já ocorrem acidentes, imagina com mais velocidade. Isso não vai melhorar o fluxo, vai é causar mais acidentes. O que tem de melhorar é construir mais estradas — afirmou.
    Titular do Comando Rodoviário da Brigada Militar, com especialização e pós-graduação na área de trânsito, o coronel Edar Borges Machado considera que tanto a BR-101 quanto a freeway são compatíveis com as velocidades máximas atuais. Para ele, a velocidade pode não definir o número de acidentes, mas, sim, a gravidade deles.
    Chefe da Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Jorge Nunes salienta que para operar a mudança é preciso um estudo aprofundado. Questões como largura de faixas e de pontes e o traçado das vias têm de ser levadas em conta. Desde o início do ano, pelo menos 21 pessoas morreram em acidentes na BR-101.
No país     Trechos de algumas rodovias brasileiras que permitem limite máximo acima dos 100 km/h:
- Bandeirantes (São Paulo-Cordeirópolis) – 120km/h
- Castello Branco (São Paulo–Itu) – 120 km/h
- Washington Luis (São Carlos– Mirassol) – 110km/h
- Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) – 110 km/h

Legislação rigorosa não impede altos índices de infrações no trânsito

Jornal da Band
O Código de Trânsito Brasileiro é um dos mais modernos e rigorosos do mundo.
     Há 12 anos o novo código entrava em vigor. No primeiro ano da nova legislação, o número de acidentes com vítimas baixou de 113 para dez mil veículos, para 88.
     Entretanto, a mudança durou pouco, no ano seguinte os números voltavam ao mesmo patamar. Cento e dezesseis para cada dez mil.
     Entre as normas estabelecidas, o cinto de segurança no banco da frente é uma das leis bastante respeitadas pelos motoristas. No entanto, a atitude não se repete no banco de trás.
     Mesmo com dados estatísticos comprovando que o cinto previne em 75% o número de mortos, pouca gente ainda se lembra quando não está na frente. Outra regra pouco respeita é respeitar a faixa de pedestres, que podem render multa de cerca de R$ 85 e quatro pontos na carteira. Nem a punição impede que a regra seja descumprida.
     Para o advogado Sérgio Aizemberg, especialista em trânsito, a fiscalização rigorosa é uma das saídas para reduzir o desrespeito às leis. Aizemberg acredita que as pessoas cometem infrações porque acreditam na impunidade.
     São Paulo é a cidade com maior número de radares do país. Mesmo assim, de cada 17 mil infrações cometidas no ano, só uma será punida com multa. O dado é resultado de uma pesquisa feita para a Associação Brasileira para a Medicina do Tráfico.
     Além disso, o estudo comprovou que se todas essas infrações fossem punidas, o motorista perderia a habilitação – devido ao número de pontos perdidos – em apenas oito minutos.
     O motorista que perde o direito de dirigir deve passar por um curso de reciclagem, que inclui, aulas de cidadania.

I Festival Temático de Trânsito premia estudantes da Capital

MS Notícias
Evento realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e pela Superintendência de Polícia Rodoviária Federal
    O ''I Festival Temático de Trânsito de Mato Grosso do Sul'' entregou prêmios aos estudantes que se destacaram na apresentação das peças teatrais, durante o ano. Com 39 escolas inscritas, 16 selecionadas para grande final, foram entregues 24 notebooks, 12 máquinas fotográficas digitais, 12 celulares, bolas e jogos de coletes, além de troféus, medalhas e certificados.
    Durante a premiação, que aconteceu na sexta-feira (3), na Concha Acústica da Praça do Rádio, participaram mais de 600, entre estudantes e representantes das escolas. Foram premiados a melhor torcida, o melhor espetáculo, o ator, a atriz, o figurino, o cenário, a sonoplastia e melhor texto inédito.
    Os jurados destacaram a qualidade das peças apresentadas. ''Esta realização demonstra que o teatro é um excelente aliado da educação de trânsito porque oferece a chance de sensibilizar, informar e transformar comportamentos'', comentou o superintendente da PRF, Valter Favaro.
    Para a diretora de Habilitação e Educação de Trânsito do Detran-MS, Elizabeth Félix, o Fetran tem o objetivo de inserir o tema trânsito nas escolas, através do viés lúdico, sem perder de vista os objetivos principais de conscientização e sensibilização dessa parcela tão importante da sociedade que são as crianças e adolescentes. ''Mais do que futuros condutores, os estudantes já são inseridos no trânsito'', afirma Elizabeth Félix.

Câmeras contra atropelamentos

Portal Autoesporte
Veículos equipados com câmeras de ré
     A partir de 2014, todos os veículos vendidos nos Estados Unidos deverão ser equipados com câmeras de ré. A decisão foi tomada pelo governo norte-americano com base em dados do departamento de trânsito local que apontam a morte de cerca de 300 pessoas e o ferimento de outras 18 mil todos os anos em manobras de ré. A maior parte das vítimas são crianças e idosos, que, em 70% dos casos, são atropeladas acidentalmente pelos próprios parentes.
    No Brasil, as estatísticas não são tão específicas, mas os dados mais recentes do Denatran mostram que 59.405 atropelamentos foram registrados em todo o país em 2008. Vocês acham que as câmeras podem, mesmo, reduzir o número de fatalidades desse tipo? Que outros equipamentos ou medidas seriam úteis para diminuir a quantidade de atropelamentos?

Renata Viana de Carvalho 

48% dos mortos no trânsito são pedestres

eBand
Pedestres continuam sendo as principais vítimas do trânsito na cidade, apesar dos esforços
                                                                                                        Ariel Kostman, do Metro
    Apesar dos esforços da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que investe na redução do limite de velocidade e na instalação de grades para que a travessia dos paulistanos ocorra em locais mais seguros, os pedestres continuam sendo as principais vítimas do trânsito na cidade.
    Segundo o Relatório de Acidentes de Trânsito de 2009, 671 (48,5%) das 1.382 pessoas mortas em acidentes no ano passado foram atropeladas. Em segundo lugar aparecem os motociclistas, que respondem por 31% dos óbitos (428). Motoristas e passageiros estão em terceiro lugar, com 16,1% (222 pesssoas).
    No geral, em 2009, houve queda de 5,5% no número de mortes em relação a 2008. O único grupo em que não houve redução foi o de pedestres.
    ''Motociclistas e pedestres são os mais vulneráveis no trânsito'', afirma a superintendente de Segurança da CET, Nancy Schneider. Além disso, falta cuidado para quem anda a pé. Levantamento do órgão de trânsito aponta que 63% das vítimas estavam fora da faixa de pedestres e 11% dividiam a pista com os carros. Em compensação, 14% foram atropelados na faixa, 3% no canteiro central e 9% na calçada.
    O relatório revela ainda que as motos estão envolvidas em três de cada cinco colisões com mortes na cidade, embora representem apenas 12% da frota.